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Compromisso Empresarial com a Ética Ambiental

Para GRZYBOWSKI, a lógica do desenvolvimento com foco de gestão na revolução industrial funcionou como um motor econômico, político e cultural do mundo durante os últimos séculos. Entretanto, o modelo de organização econômica político da civilização industrial mostrou-se predador dos recursos finitos da natureza e revelou-se insustentável chegando a ponto de ameaçar o Planeta inteiro.

Leonardo BOFF assevera que a consciência da crise reconhece que: os recursos naturais têm limites, pois nem todos são renováveis; o crescimento indefinido para o futuro é impossível, porque não podemos universalizar o modelo de crescimento para todos e para sempre.

A crise atual impõe um novo modelo de organização corporativa sensibilizada para com o planeta como um todo, a ecologia dá corpo a uma preocupação ética, que deve ser cobrada de todos os saberes, poderes e instituições de forma a ser medido o que cada um pode colaborar na salvaguarda da natureza ameaçada.

O padrão de organização empresarial centrado na civilização industrial mostrou-se inadequado e resultou na crise climática dando causa aos efeitos dos gases estufa no planeta. Faz-se necessário uma resposta ética, que impõe a construção de um novo paradigma a ser orientado pela resposta ética de forma a estabelecer um novo modelo de produção e de fruição sustentável dos recursos naturais.

Portanto, a responsabilidade corporativa éticamente sustentável se apóia nos valores atuais de nosso tempo, cuida de compromisso da empresa com a diversidade, transparência, respeito ao meio ambiente e das condições que são essenciais à qualidade vida das pessoas, sendo que tais valores devem ser incorporados a sua imagem institucional.

Sobretudo, a sustentabilidade corporativa prevê que na dimensão econômica as empresas devem ser economicamente viáveis e lucrativas em longo prazo, na dimensão social devem melhorar as condições de trabalho para seus empregados, interagir através de atividades pró-ativas em benefício das comunidades periféricas; na dimensão ambiental deve buscar a eco-eficiência dos processos produtivos de modo a adotar uma produção mais limpa, evitando poluir e buscando reduzir os seus impactos aos recursos naturais.

Atualmente, fica claro que a adoção de práticas sustentáveis e de produção limpa traz retorno positivo e vem norteando o planejamento estratégico das empresas, particularmente quando ela atende as pressões do consumidor em favor da sustentabilidade, quando investe em programas de melhoria continua do processo produtivo e de promoção da eficiência energética, execução de programa de gestão integrada dos resíduos sólidos gerados, instalação de sistema de reuso da água, comprometimento com as questões sócio-ambientais.

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOFF, Leonardo. Ecologia: Grito da Terra. Grito dos Pobres.Rio de Janeiro:Editora Sextante, 2004.
GRZYBOWSKI, Cândido. Mudar mentalidade e práticas:um imperativo. Democracia Viva, Rio de Janeiro, n.43,set., 2009.